Convivendo com uma doença terminal ou crônica - Parte 2: vamos reagir

03/06/2015

Para ler a primeira parte deste post clique aqui.

Acho importante voltar lá atrás quando estava com a SGB...
Tentem imaginar a cena: eu toda paralisada do pescoço para baixo em uma cama de hospital, inclusive a paralisia chegou á língua e pulmões, que também são músculos. Portanto eu não conseguia falar direito - ninguém entendia nada do que eu falava - e também não tinha força no pulmão para tossir, espirrar e dar gargalhadas. Agora pensem em um médico falando que meu pulmão podia parar á qualquer momento e se não estivéssemos atentos eu poderia morrer.
E imaginem agora que as pessoas me visitavam no hospital com cara de velório e chorando, enquanto isso eu sorria e as consolava!

Fui questionada se eu não estava revoltada com tudo isso acontecendo comigo. Mas gente! Na hora que eu precisava de Deus do meu lado eu ia virar-me contra ele?! 
O caso ia ser revertido se eu ficasse chorando e me revoltando com tudo? Não ia!
Tentei manter-me otimista, cheguei á falar com o médico que a doença estava ali e era fato, o que eu poderia fazer para ajudar na recuperação?

Daí quando recebi a notícia da suspeita da Doença de Wilson, chorei muito sim, pensei "por que comigo novamente?" sim, mas aí lembrei que médicos e fisioterapeutas falaram o quanto o meu otimismo foi importante em minha recuperação na Síndrome de Guillain Barré. Então porque não usar isso novamente? Ter fé é de graça! :)


Depois de chorar muito pensando um monte de bobagens como: se eu estaria viva quando Sophia fizesse 15 anos, ou quanto tempo ainda eu tinha de lucidez e falando (já que a Doença de Wilson pode levar á demência e fazer o paciente parar de falar e andar). Estava na hora de secar as lágrimas e aproveitar cada minuto do meu tempo, do tempo que a vida me presenteasse perto dos que amo. 

Então resolvi pensar como qualquer um de nós deveríamos pensar, afinal ninguém é imortal. Pensei nas lembranças boas que gostaria que tivessem de mim, nos momentos bons, e não em ser uma pessoa que levou a vida amargurada e deprimida por ter uma doença crônica e rara.

Criei coragem e fui refazer os exames, marquei a consulta com o oftalmologista, e isso foi ótimo, pois trouxe uma coisa chamada esperança! E se os exames estivessem errados? E se eu não tiver os anéis de Kayser-Fleischer nos olhos? Afinal, esses anéis são uma consequência da Doença de Wilson, e se eu não tiver esses anéis, pode ser que eu não tenha a DW.

E está aí gente uma coisa que nós nunca devemos perder, a fé de que as coisas por pior que pareçam podem nos trazer coisas boas e a esperança!

Este post continua...

Beijocas, Môni!

3 comentários:

  1. Nossa! :( Poxa vida, melhoras e muito pensamento positivo!
    Você ainda vai ser a sua filha grandona, te dando um montão de trabalho, com certeza!
    Fica bem! <3
    4sphyxi4.blogspot.com.br

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  2. Monica, vc viu que está ocorrendo uma epidemia de SGB no nordeste, em decorrência de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (chikungunya e zika)?
    E vc como anda?
    Bjks

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